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O OLHO DE HÓRUS
1 - Olho de Hórus (Udjat) - Um símbolo importante dos egípcios era o Udjat, que representava o olho de Hórus, tendo uma peça incomum debaixo dele e que se assemelhava à face de um falcão. O Udjat, o olho de Hórus, sem dúvida representava simbolicamente o sol e era considerado um emblema poderoso. Esta peça em ouro, com incrustrações de lápis-lazúli, era um peitoral que Tutankhamon usava como amuleto, pendendo do pescoço.
2 e 3 - Um dos mais belos e mais bem conservados templos do Egito Antigo é o Templo de Hórus, em Edfu, situado a certa distância da parte sul de Luxor e do Vale dos Reis, construído por Ptolomeu III e Ptolomeu IV, por volta de 100 a.C. Acredita-se que um templo da Terceira Dinastia existisse originariamente no local. O templo de Edfu tem um hipostilo e um santuário, além de numerosas figuras, inscrições e hieróglifos gravados em relevo. Nas paredes estão representadas as lutas do deus Hórus com seus inimigos, caracterizados de crocodilos e hipopótamos.
4 - Falcão Dourado, ou Hórus de Ouro, cuja simbologia declarava: "Bendito em anos quem faz tudo viver". Isto representava uma espécie de poder glorioso e impetuoso. O ouro era de grande importância, pois o consideravam como a pele de Ra. Era a pele do próprio sol e seu brilho justificava a semelhança. Quando se adornava com ouro, o faraó era revestido da luz que iluminava a terra. O próprio metal o divinizava; ele era o Hórus de Ouro.
5 - O falcão foi provavelmente a primeira criatura viva a ser adorada no vale do Nilo. O vôo altaneiro do falcão, que parecia ser companheiro do sol, levou os imaginosos egípcios a crer que o sol seria como que um falcão que descrevesse um luminoso vôo diário pelos céus. Como falcão, Hórus era um deus. Durante toda a sua história, os egípcios antigos acreditaram que os deuses se manifestavam em animais. Hoje é difícil compreendermos o relacionamento entre um deus e seu animal. O deus Hórus era representado como um pássaro que, segundo se acreditava, se manifestava em um ou mais falcões individuais. Por outro lado, dizia-se que Hórus era um falcão cujos olhos eram o sol e a lua, e cujo hálito era o refrescante vento norte.
Bibliografia: Rodman R. Clayson, F.R.C., Nossa Herança do Egito Antigo,
Biblioteca Rosacruz, Amorc. Editora Renes, Primeira Edição, Rio de Janeiro, 1980.
Fotos por Abu Ahmed al-Hassan - www.starnews2001.com.br
GRAFISMOS INDÍGENAS
GUARANI - ÑANDEVA

Aldeia Jaraguá - cidade de São Paulo, periferia
População: aproximadamente 70 pessoas
Língua: Guarani / tronco tupi-guarani
Tempo de contato: 500 anos

CANTOS E DANÇAS:

Karaí Poty - rezador da flor
Epuã Emimby - levanta e toca sua flauta
Pejú Katú nanembovija - venham unir nossa alegria
Korupy Jaikoy - aqui somos felizes
Ixejaryi Jera Poty - levanta vô vamos ficar felizes

Nhã neramoí temodeguai - chefe espiritual
Jaguata tape mirim rupí - anda no caminho sagrado
Jupã Ray - filho de Deus
Jajeoi Joupivei - vamos juntos
Kyringue oporai ramona pavem jarovyã - crianças cantam e nos agradecemos
Ambá wera - altar sagrado

OS MÚSICOS:

Kwerexú, Para Mirim, Ara, Yva, Kwerexú, Yva Mimbi, Ara Poty, Jejuka, Kwerexú Mirim, Karaí Mirim, Karaí Mirim, Karaí Potyguá Mimbi, Biguais, Jupã Mirim, Wera Mirim, Karaí Tataendy, Karaí Poty, Valdecir, Mário, Isaque, Geovani, Nelson
KARAJÁ - YNY

Aldeia Fontoura - Rio Araguaia - Ilha do Bananal - Tocantins - região de Cerrado
População da aldeia: aproximadamente 600 pessoas
Lìngua: Karajá / tronco macro jê
Tempo de contato: 200 anos, com intesificação a partir deste século

CANTOS E DANÇAS:

Ritual do Hetohoky
 Worysy - espírito de quem já morreu
 Witi - dança do espírito do mutum
 Iobessé - dança do Hetohoky
 Wariteté - dança de espírto do sapo
 Turé - dança do espírito de peixe pirara e surubim
 Hariobiré - dança de pacu
Ritual do Aruanã
 Ijariheni
 Hariri
 Iraburé
 Jawai
Dança do Mutum

OS MÚSICOS:

Kurahare, Watotxia, Hariama, Tikera, Tumaku, Lairá, Kukusi, Birihoa, Hadoi, Sauré, Ijahina, Wasina, Jauaé, Wahukuma, Wasiû, Kohãti, Hywe, Weheria, Koriwé, Maidoré, Waixa, Hani, Coxini

KRIKATI - KREKATEH

Aldeia São José / Raiz - Município de Montes Altos / Maranhão região de Cerrado
População da aldeia: 628 pessoas
Língua: Krikati / tronco jê
Contato: 250 anos

CANTOS E DANÇAS:

Entrada - Cerimônia de Krowahu (esteira grande)
Canto de chamada das mulheres - Hacryy e Johcacu
Canto de chamada dos homens - Awqui e Cryc
Cantos coletivos - solos de "Cabeludo"
Canto da cobra
Poraquê
Da taboa
Do calango
Canto solo de mulher - Hacryy e Johcacu
Canto solo de homem - Awqui e Cryc
Canto do quati
Canto do bem-te-vi
Canto do gavião
Canto da arara
Cantos coletivos com bordunas
Flauta de cabaça
Canto do macaco soin
Canto do calango de cabeça vermelha

OS MÚSICOS:

Wetxwa, Colipyht, Precohpa, Huxahm, Awqui, Crycapric, Rop Heli, E'crõc, Cryc, Caxwa, Capir, Tuncwys, Hicuh, Cohtap, Hacryy, Jõhcacu, Prenco, E'prycwyj, Peh'hue, Hycjacaa

TUKANO - YE'PA MASÃ

Aldeia do balaio - São Gabriel da cachoeira - Amazonas
População da aldeia: 200 pessoas
Língua: Tukano - tronco Aruak
Contato: intenso há 80 anos

CANTOS E DANÇAS

Damucuri - cerimônia de boas vindas a uma tribo visitante com oferenda de alimentos. Os homens dançam com suas parceiras e tocam flautas de cariço, japututu e mawaca.

Flautas de caniço - homens tocam flautas e dançam com suas parceiras
 semeando pimenta
 trocando damas
 borboleta
 brinde de vinho de ingá
 olho de boto

Canto das mulheres: as mulheres fazem contos solo de boas-vindas ao público.

Capiwaiá: canto dos homens com bastões rituais

Japurutu: flautas rituais de bambú com tons diferentes tocadas pelos homens

OS MÚSICOS:

Epitácio, Alaíde, Armando, gregório, Maria Carmem, Guilhermina Azevedo, João Bosco Veloso, Henrique, Catarina, Ricardo, Amália, Ana Margarida, Casimiro, Guilhermina Sarmento, João Bosco Sampaio, Ana Maria, Assunta, Álvaro.
XAVANTE - A' UWÊ UPTABI

Povo Xavante da aldeia Etenhiritipa (Pimentel Barbosa) - Reserva Rio das Mortes / Mato Grosso, região de Cerrado
População da aldeia: 500 pessoas
Tempo de contato: 55 anos
Língua: Xavante / tronco jê

CANTOS E DANÇAS

Wamnhoro Zani - entrada das máscaras Wamnhoro no pátio da aldeia
Wai' á Rãpó - canto com as máscaras Wamnhoro
Pahöriwá Praba - dança dos iniciados durante a cerimônia de furação de orelha
Tebe - dança dos iniciados durante a cerimônia de furação de orelha
Wedehöri' Wa - canto de entrada dos meninos na cerimônia do Wai' á
Sôta' are nhore - seqüência da cerimônia de entrada dos meninos no Wai' á
Wai' á - cerimônia espiritual que dá força e poder de cura aos homens
He' eho - canto dos guerreiros quando saem para fiscalizar o território
Wa' ore Ho'o Ho'o Ho - canto de cerimônia de nomeação das mulheres
Uiwede Nhore - canto do chocalho
Dapraba - canto da corrida de tora de buriti
Popara Nhore - canto do chocalho
Dazanoro - canto da corrida de maratona (Sauri)
Saurida Dahöro - canto da corrida de maratona (Sauri)
Dasiwai' ô - canto da cerimônia de nomeação das mulheres
Dasiwaiwere - cerimônia de cura
Uiwede Zadarã - cerimônia de furação de orelha
Wanaridöbe - cerimônia dos padrinhos na furação de orelha
Daparawê - final do wanaridobe
Raimé - canto da caçada de fogo

OS MÚSICOS
Pari'õwa, Tomosuza'rebe, Supretaprã, Giri, Sere'upi, Sereru, Were'é, Wa'örinasé, Parapsé, serewede, Rondon, Waza'itiwe, Daihi, Serepse, Wa'ané'êre, Sidowi, Simisuté, Waihipo, Srewaipo, sereburã.
CULTURA MARAJOARA
Na Amazônia aconteceu o florescimento de avançadas culturas indígenas, entre elas, destacam-se as da Ilha de Marajó. A cultura Marajoara começou a ser estudada desde o final do século XIX, quando naturalistas e outros viajantes tomaram conhecimento da fantástica cerâmica que era encontrada enterrada em grandes aterros artificiais.

Os cientistas estadunidenses Betty Meggers e Clifford Evans foram os primeiros arqueólogos a estudarem aquela cultura. Impressionados com a cerâmica altamente elaborada, concluíram que aquele povo deveria ter migrado dos Andes. Hoje entende-se que a cultura Marajoara originou-se localmente, à partir de um processo de mudança que ocorreu entre as comunidades que já habitavam a ilha há 3.500 anos atrás.

Os marajoaras podiam não construir pirâmides, como os maias do México, mas suas proezas de engenharia iam muito além das ocas indígenas que os portugueses encontraram no litoral. Marajó está salpicada por tesos, aterros enormes (podiam ter até 12 metros de altura e 200 de comprimento, abrigando cerca de 1.000 pessoas) sobre os quais eram erguidas suas aldeias. Sua função primordial era proteger os moradores contra a água, já que a ilha ficava alagada durante metade do ano.

Mas com o passar do tempo é provável que os tesos tenham virado símbolos de poder dos caciques. Os marajoaras também desenvolveram ideogramas, que se combinavam e se repetiam. As narrativas gravadas na cerâmica se referem à mitologia marajoara, marcadas por animais como lagarto, escorpião e a jararaca e podem ser estudadas e compreendidas a partir de sua lógica. Isso não significa, porém, que os marajoaras tenham chegado perto da escrita. Nunca saberemos se eles teriam evoluído para ideogramas ou hieróglifos.

Por volta de 400 A.D., os primeiros cacicados complexos da Amazônia aparecem sobre as planícies alagadas da Ilha de Marajó, localizada no delta do rio Amazonas. Por cerca de 1.000 anos, aquelas sociedades ocuparam um ambiente caracterizado por uma alternância dramática entre enchente e seca. Construindo aterros, canais e diques, os povos Marajoara transformaram a paisagem e otimizaram a coleta e produção de alimentos, obtendo recursos em quantidade suficiente para crescer em população e complexidade social.

A cerâmica Marajoara é considerada uma das mais bonitas e sofisticadas das Américas. Seus desenhos labirínticos e repetitivos podem ser entendidos como uma linguagem iconográfica, que comunicava sobre a ordem das coisas, das relações entre humanos e animais e sobre papéis sociais, gênero e status.

Conheça mais sobre a cultura Marajoara nos links abaixo:

Museu Paraense Emílio Goeldi - http://www.museu-goeldi.br
Museu do Marajó - www.museudomarajo.com.br
Arqueologia e História Pré-Colonial da Ilha de Marajó - www.marajoara.com/index_portuguese.html
 
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