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- Olho de Hórus (Udjat) - Um símbolo importante
dos egípcios era o Udjat, que representava o olho
de Hórus, tendo uma peça incomum debaixo
dele e que se assemelhava à face de um falcão.
O Udjat, o olho de Hórus, sem dúvida representava
simbolicamente o sol e era considerado um emblema poderoso.
Esta
peça em ouro, com incrustrações de
lápis-lazúli, era um peitoral que Tutankhamon
usava como amuleto, pendendo do pescoço. |
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e 3 - Um dos mais belos e mais bem conservados templos
do Egito Antigo é o Templo de Hórus, em
Edfu, situado a certa distância da parte sul de
Luxor e do Vale dos Reis, construído por Ptolomeu
III e Ptolomeu IV, por volta de 100 a.C. Acredita-se que
um templo da Terceira Dinastia existisse originariamente
no local. O templo de Edfu tem um hipostilo e um santuário,
além de numerosas figuras, inscrições
e hieróglifos gravados em relevo. Nas paredes estão
representadas as lutas do deus Hórus com seus inimigos,
caracterizados de crocodilos e hipopótamos. |
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- Falcão Dourado, ou Hórus de Ouro, cuja
simbologia declarava: "Bendito em anos quem faz tudo
viver". Isto representava uma espécie de poder
glorioso e impetuoso. O ouro era de grande importância,
pois o consideravam como a pele de Ra. Era a pele do próprio
sol e seu brilho justificava a semelhança. Quando
se adornava com ouro, o faraó era revestido da
luz que iluminava a terra. O próprio metal o divinizava;
ele era o Hórus de Ouro. |
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- O falcão foi provavelmente a primeira criatura
viva a ser adorada no vale do Nilo. O vôo altaneiro
do falcão, que parecia ser companheiro do sol,
levou os imaginosos egípcios a crer que o sol seria
como que um falcão que descrevesse um luminoso
vôo diário pelos céus. Como falcão,
Hórus era um deus. Durante toda a sua história,
os egípcios antigos acreditaram que os deuses se
manifestavam em animais. Hoje é difícil
compreendermos o relacionamento entre um deus e seu animal.
O deus Hórus era representado como um pássaro
que, segundo se acreditava, se manifestava em um ou mais
falcões individuais. Por outro lado, dizia-se que
Hórus era um falcão cujos olhos eram o sol
e a lua, e cujo hálito era o refrescante vento
norte. |
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Bibliografia:
Rodman R. Clayson, F.R.C., Nossa Herança do Egito
Antigo,
Biblioteca Rosacruz, Amorc. Editora Renes, Primeira
Edição, Rio de Janeiro, 1980.
Fotos por Abu Ahmed al-Hassan - www.starnews2001.com.br
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GUARANI
- ÑANDEVA
Aldeia Jaraguá - cidade de São Paulo, periferia
População: aproximadamente 70 pessoas
Língua: Guarani / tronco tupi-guarani
Tempo de contato: 500 anos
CANTOS E DANÇAS:
Karaí Poty - rezador da flor
Epuã Emimby - levanta e toca sua flauta
Pejú Katú nanembovija - venham unir nossa
alegria
Korupy Jaikoy - aqui somos felizes
Ixejaryi Jera Poty - levanta vô vamos ficar felizes
Nhã neramoí temodeguai - chefe espiritual
Jaguata tape mirim rupí - anda no caminho sagrado
Jupã Ray - filho de Deus
Jajeoi Joupivei - vamos juntos
Kyringue oporai ramona pavem jarovyã - crianças
cantam e nos agradecemos
Ambá wera - altar sagrado
OS MÚSICOS:
Kwerexú, Para Mirim, Ara, Yva, Kwerexú,
Yva Mimbi, Ara Poty, Jejuka, Kwerexú Mirim, Karaí
Mirim, Karaí Mirim, Karaí Potyguá
Mimbi, Biguais, Jupã Mirim, Wera Mirim, Karaí
Tataendy, Karaí Poty, Valdecir, Mário, Isaque,
Geovani, Nelson |
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KARAJÁ
- YNY
Aldeia Fontoura - Rio Araguaia - Ilha do Bananal - Tocantins
- região de Cerrado
População da aldeia: aproximadamente 600
pessoas
Lìngua: Karajá / tronco macro jê
Tempo de contato: 200 anos, com intesificação
a partir deste século
CANTOS E DANÇAS:
Ritual do Hetohoky
Worysy - espírito de quem já morreu
Witi - dança do espírito do mutum
Iobessé - dança do Hetohoky
Wariteté - dança de espírto
do sapo
Turé - dança do espírito de
peixe pirara e surubim
Hariobiré - dança de pacu
Ritual do Aruanã
Ijariheni
Hariri
Iraburé
Jawai
Dança do Mutum
OS MÚSICOS:
Kurahare, Watotxia, Hariama, Tikera, Tumaku, Lairá,
Kukusi, Birihoa, Hadoi, Sauré, Ijahina, Wasina,
Jauaé, Wahukuma, Wasiû, Kohãti, Hywe,
Weheria, Koriwé, Maidoré, Waixa, Hani, Coxini |
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KRIKATI
- KREKATEH
Aldeia São José / Raiz - Município
de Montes Altos / Maranhão região de Cerrado
População da aldeia: 628 pessoas
Língua: Krikati / tronco jê
Contato: 250 anos
CANTOS E DANÇAS:
Entrada - Cerimônia de Krowahu (esteira grande)
Canto de chamada das mulheres - Hacryy e Johcacu
Canto de chamada dos homens - Awqui e Cryc
Cantos coletivos - solos de "Cabeludo"
Canto da cobra
Poraquê
Da taboa
Do calango
Canto solo de mulher - Hacryy e Johcacu
Canto solo de homem - Awqui e Cryc
Canto do quati
Canto do bem-te-vi
Canto do gavião
Canto da arara
Cantos coletivos com bordunas
Flauta de cabaça
Canto do macaco soin
Canto do calango de cabeça vermelha
OS MÚSICOS:
Wetxwa, Colipyht, Precohpa, Huxahm, Awqui, Crycapric,
Rop Heli, E'crõc, Cryc, Caxwa, Capir, Tuncwys,
Hicuh, Cohtap, Hacryy, Jõhcacu, Prenco, E'prycwyj,
Peh'hue, Hycjacaa
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TUKANO
- YE'PA MASÃ
Aldeia do balaio - São Gabriel da cachoeira - Amazonas
População da aldeia: 200 pessoas
Língua: Tukano - tronco Aruak
Contato: intenso há 80 anos
CANTOS E DANÇAS
Damucuri - cerimônia de boas vindas a uma tribo
visitante com oferenda de alimentos. Os homens dançam
com suas parceiras e tocam flautas de cariço, japututu
e mawaca.
Flautas de caniço - homens tocam flautas e dançam
com suas parceiras
semeando pimenta
trocando damas
borboleta
brinde de vinho de ingá
olho de boto
Canto das mulheres: as mulheres fazem contos solo de boas-vindas
ao público.
Capiwaiá: canto dos homens com bastões rituais
Japurutu: flautas rituais de bambú com tons diferentes
tocadas pelos homens
OS MÚSICOS:
Epitácio, Alaíde, Armando, gregório,
Maria Carmem, Guilhermina Azevedo, João Bosco Veloso,
Henrique, Catarina, Ricardo, Amália, Ana Margarida,
Casimiro, Guilhermina Sarmento, João Bosco Sampaio,
Ana Maria, Assunta, Álvaro. |
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XAVANTE
- A' UWÊ UPTABI
Povo Xavante da aldeia Etenhiritipa (Pimentel Barbosa)
- Reserva Rio das Mortes / Mato Grosso, região
de Cerrado
População da aldeia: 500 pessoas
Tempo de contato: 55 anos
Língua: Xavante / tronco jê
CANTOS E DANÇAS
Wamnhoro Zani - entrada das máscaras Wamnhoro no
pátio da aldeia
Wai' á Rãpó - canto com as máscaras
Wamnhoro
Pahöriwá Praba - dança dos iniciados
durante a cerimônia de furação de
orelha
Tebe - dança dos iniciados durante a cerimônia
de furação de orelha
Wedehöri' Wa - canto de entrada dos meninos na cerimônia
do Wai' á
Sôta' are nhore - seqüência da cerimônia
de entrada dos meninos no Wai' á
Wai' á - cerimônia espiritual que dá
força e poder de cura aos homens
He' eho - canto dos guerreiros quando saem para fiscalizar
o território
Wa' ore Ho'o Ho'o Ho - canto de cerimônia de nomeação
das mulheres
Uiwede Nhore - canto do chocalho
Dapraba - canto da corrida de tora de buriti
Popara Nhore - canto do chocalho
Dazanoro - canto da corrida de maratona (Sauri)
Saurida Dahöro - canto da corrida de maratona (Sauri)
Dasiwai' ô - canto da cerimônia de nomeação
das mulheres
Dasiwaiwere - cerimônia de cura
Uiwede Zadarã - cerimônia de furação
de orelha
Wanaridöbe - cerimônia dos padrinhos na furação
de orelha
Daparawê - final do wanaridobe
Raimé - canto da caçada de fogo
OS MÚSICOS
Pari'õwa, Tomosuza'rebe, Supretaprã, Giri,
Sere'upi, Sereru, Were'é, Wa'örinasé,
Parapsé, serewede, Rondon, Waza'itiwe, Daihi, Serepse,
Wa'ané'êre, Sidowi, Simisuté, Waihipo,
Srewaipo, sereburã. |
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Na
Amazônia aconteceu o florescimento de avançadas
culturas indígenas, entre elas, destacam-se as
da Ilha de Marajó. A cultura Marajoara começou
a ser estudada desde o final do século XIX, quando
naturalistas e outros viajantes tomaram conhecimento
da fantástica cerâmica que era encontrada
enterrada em grandes aterros artificiais.
Os cientistas estadunidenses Betty Meggers e Clifford
Evans foram os primeiros arqueólogos a estudarem
aquela cultura. Impressionados com a cerâmica
altamente elaborada, concluíram que aquele povo
deveria ter migrado dos Andes. Hoje entende-se que a
cultura Marajoara originou-se localmente, à partir
de um processo de mudança que ocorreu entre as
comunidades que já habitavam a ilha há
3.500 anos atrás.
Os marajoaras podiam não construir pirâmides,
como os maias do México, mas suas proezas de
engenharia iam muito além das ocas indígenas
que os portugueses encontraram no litoral. Marajó
está salpicada por tesos, aterros enormes (podiam
ter até 12 metros de altura e 200 de comprimento,
abrigando cerca de 1.000 pessoas) sobre os quais eram
erguidas suas aldeias. Sua função primordial
era proteger os moradores contra a água, já
que a ilha ficava alagada durante metade do ano.
Mas
com o passar do tempo é provável que os
tesos tenham virado símbolos de poder dos caciques.
Os marajoaras também desenvolveram ideogramas,
que se combinavam e se repetiam. As narrativas gravadas
na cerâmica se referem à mitologia marajoara,
marcadas por animais como lagarto, escorpião
e a jararaca e podem ser estudadas e compreendidas a
partir de sua lógica. Isso não significa,
porém, que os marajoaras tenham chegado perto
da escrita. Nunca saberemos se eles teriam evoluído
para ideogramas ou hieróglifos.
Por
volta de 400 A.D., os primeiros cacicados complexos
da Amazônia aparecem sobre as planícies
alagadas da Ilha de Marajó, localizada no delta
do rio Amazonas. Por cerca de 1.000 anos, aquelas sociedades
ocuparam um ambiente caracterizado por uma alternância
dramática entre enchente e seca. Construindo
aterros, canais e diques, os povos Marajoara transformaram
a paisagem e otimizaram a coleta e produção
de alimentos, obtendo recursos em quantidade suficiente
para crescer em população e complexidade
social.
A cerâmica Marajoara é considerada uma
das mais bonitas e sofisticadas das Américas.
Seus desenhos labirínticos e repetitivos podem
ser entendidos como uma linguagem iconográfica,
que comunicava sobre a ordem das coisas, das relações
entre humanos e animais e sobre papéis sociais,
gênero e status.
Conheça mais sobre a cultura Marajoara nos links
abaixo:
Museu Paraense Emílio Goeldi - http://www.museu-goeldi.br
Museu do Marajó - www.museudomarajo.com.br
Arqueologia e História Pré-Colonial da
Ilha de Marajó - www.marajoara.com/index_portuguese.html
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